Estava pensando em quantas noites passei acordada acompanhando o Arthur. Quando ele estava na barriga tive a oportunidade de dormir muito, e depois que nasceu, como mamava de três em três horas, passei o primeiro mês acordando para amamentar, mas depois do primeiro mês o Arthur passou a dormir a noite inteira, sem incomodar. Por isso, todas as vezes que, por qualquer razão, ele deixou de dormir, eu, pacientemente, o acompanhei, acabada, mas dando à ele o direito de perder o sono. Felizmente, nem todas as noites foram perdidas, muitas delas foram noites de companheirismo e amizade. Quando conversávamos até dormir, sem pressa, juntinhos vendo filmes, na cozinha fazendo alguma coisa pra comer, deixando o sono dele chegar naturalmente, ou como ultimamente, no computador: ele diz que está trabalhando, então deixo ele digitar com letras enormes o que quiser, ou ainda coloco slides para ele ver. Enquanto isso a mamãe trabalha também, até o sono do menino lindo chegar. Teve uma noite memorável, quando me separei e ele esperava o pai voltar. Já de madrugada, eu deitei na cama com os pés suspensos na cabeceira, e ele, deitou ao meu lado e tentava colocar os pés no alto da cabeceira também. Sempre muito emocionante ser mãe do Arthur, vou sempre chorar muito de orgulho e felicidade, por tudo que ele me proporciona como filho lindo. Nós dois conquistamos a paz, conquistamos a segurança, com todas as dificuldades que passamos juntos, reconhecemos, um no outro, o lutador incansável, o coração perdoador que releva sempre e não guarda o mal. Tenho a certeza que por todas essas coisas, somos e seremos sempre abençoados e vitoriosos. Agora ele dorme, dei um anti-térmico e espero o efeito. Por que a febre prefere a noite? Tenho que colocar o relógio para despertar de hora em hora, assim posso ver sua temperatura. Que bom! Como seria vazia minha vida sem isso tudo.
sábado, 17 de maio de 2008
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