Foto feita na UFSM, Santa Maria: Eu e Raquel na hidro super aquecida da universidade. Ai que saudade, amiga!!! Ah, Raquel optou pela cesárea!
Hoje, quando questionada sobre a preferência entre o parto normal e a cesariana, geralmente por mulheres que ainda não tiveram a experiência do parto, digo que cada parto é um parto, e, que cada mulher deve fazer sua escolha dando ouvido ao seu sentimento da situação, e, é claro, ao seu obstetra. Eu, era defensora do parto normal. Levantava a bandeira do natural, dizendo que é melhor para a mulher, é melhor para o bebê. Até que o meu dia chegou. Acordei, mais ou menos, às 8h da manhã, e fui ao banheiro. Sonolenta, nada fiz. Voltei para cama, fui ao banheiro de novo, e, repeti esse levantar e deitar umas dez vezes, até perceber, que deveria estar tendo contrações e não vontade de ir ao banheiro. Acordei o Fernando, que levou tão a sério, que eu resolvi levar também. Liguei para minha assessora para assuntos hospitalares: tia Selma. Contei o que sentia, e ela disse: - Vai pro hospital, seu tio está lá! Tomei banho, estendi umas roupas que estavam na máquina, tomei café da manhã, e lá para umas 10h, saí de casa. Chegamos ao hospital, falamos com o tio Jorge, e subimos. Não é que eu fiquei internada? Era a hora mesmo! Com uma camisolinha, descobri que o parto normal é na verdade completamente anormal, comecei a ter contrações mais fortes, e recebi a orientação para que sempre que a dor viesse, fizesse mais força. Difícil, né? Quando a dor chegava, eu pedia à Deus por favor pra fazer ela passar. E quando ela ia embora, eu pedia pra não voltar. Não fiz escândalo. Mas, todos que ligaram para o meu celular, ouviram a mesma coisa: - Como pode a população mundial estar tão grande? Essas mulheres são loucas. E, se fosse do sexo feminino: - Não engravide, isso dói demais. Falava tudo bem baixinho, pedia ajuda para as enfermeiras. Todas me faziam carinho, me confortavam, me encorajavam, mas eu nada de fazer força. Até, que eu vi chegar uma outra mulher, na sala de pré-parto, gritando horrores, toda descabelada, e, então, me senti desafiada, pensei que não ia admitir que ela tivesse filho antes de mim. Nada disso, eu primeiro. Ela deu um super grito, a sua bolsa estourou, e fez um barulhão, parecia que tinham dado um tiro numa caixa d'água. Eu então, fiz uma força extraordinária, e, haha, minha bolsa também estourou. Mas, fez apenas um "ploft" e pronto. O meu pedido de ajuda deve ter sido repetido tantas vezes que o médico me disse: - Agora eu posso te ajudar!!! Vamos dar um passeio. Faz de conta que estamos indo ao shopping! E, assim foi, fui para sala de parto, e caramba, força um, força dois, e lá pela quinta ou sexta, o Arthur nasceu. Quando o médico me mostrou, eu só queria saber se estava tudo bem com ele, mas deu pra ver a carinha dele, que era a cara do pai, branquinho além da conta e muito bom bebê, quietinho desde os primeiros dias.

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