
Puxa, estou aqui velando o sono do meu bebê. Tempo de febre alta, de bebê desanimadinho e isso é tão ruim. Meu filho é levado, graças à Deus! Muito levado! Sobe em tudo, se arrisca, não pára e como eu acho isso bom. Fico cansada com suas artes, suas idéias, sua necessidade de repetir exaustivamente suas descobertas, mas fico perdida quando estou sem ele por perto. Minha incomensurável bênção, minha inspiração maior, minha motivação de sonhos e vida: Arthur! Desde a minha barriga, meu companheiro, meu amor. Agora ele quer aprender a ler, e nesse mergulhar no mundo das letras, pergunta o nome de cada letra, associando à uma palavra de mesma inicial. Temos "A" de Arthur, "M" de mamãe e "F" de papai. Ué? Vocês não sabiam que F é a letra do papai? É sim, é a letra do papai Fernando. E tem mais, o papai do Arthur é o próprio Fernando Pessoa. Isso. Como usei um dos muitos livros do pai dele para mostrar que as letras formam palavras e as palavras frases lindas, com significado. Ele associou o nome do autor ao pai, daí, o livro de poesias aqui de casa é do papai Pessoa. E, ele sabe bem que riscar, só os da mamãe, porque os do papai são relíquias, só duas pessoinhas muito abusadas para mexer nesse acervo pessoal. Pronto, tive uma idéia! Acho que vou ler alguma coisa pro bebê quando ele acordar, vou escolher algum livro na prateleira do papai. Acho que o Arthur vai ser leitor como o pai, tem muita curiosidade e sabe escolher o que olhar. Recentemente, com um passatempo nas mãos ele me perguntou: - Mamãe, como se joga isso? Era um caça-palavras, e expliquei para ele que ele devia escolher uma letrinha embaixo para procurar na caixinha de letras (Óbvio que não dava para mandar ele procurar palavras inteiras.), e quando encontrasse deveria circular a letra na caixa e riscar a outra na lista. Conseqüência: Ele fez direitinho.
Pai do céu, cuida do meu bebê. E de mim, para que cuide dele bem de bem. Faz passar essa febrinha, e a minha preocupação. Obrigada Deus! Muito obrigada!

Nenhum comentário:
Postar um comentário