
Um dia, tomei uma decisão que, sabia, faria muita diferença na escrita da minha história. E o eu sabia, fica na esfera do saber teórico e nada prático. Mas, eu que acredito em sonhos e confio no meu esforço pessoal em conquistá-los e mantê-los, não tive dúvidas em seguir em frente. Não tive? Aliás, deixei nas mão de Deus a possibilidade de intervir na minha história. Lembro que enquanto me dirigia para o local onde eu manifestaria publicamente a minha decisão, falei com Deus em pensamento dizendo que se aquele não fosse o caminho certo, que ele poderia me avisar, que eu desistiria. Não é verdade, não desistiria. E hoje, eu vejo como foi infantil minha postura. Deus não faz o que está ao nosso alcance, Deus age no que é impossível ao homem. Era um ritual dolorido, e eu não queria assumir sozinha aquela responsabilidade. Senti ele ao meu lado todo o tempo, e pude ver manifesto o seu cuidado em tudo que se sucedeu a partir de então. Ele confirmou, apesar de não ter qualquer obrigação de fazê-lo, qual era a sua vontade, e qual seria o sinal: os frutos Kátia, uma árvore boa dá frutos bons, observe. O tempo passou, e vejo através de flashes de memória, e do que me tornei, as conseqüências de ter sido displicente no examinar dos frutos. O tempo passou, e os ciclos se cumprem e se encerram. Novos rituais se dão. Me vejo, hoje, em um novo caminhar, rumo, mais uma vez, à um local de exposição da minha decisão. A diferença? Mais amadurecida, mais consciente da participação de Deus nas decisões dos seus filhos, e da liberdade que ele nos dá de decidir o que é melhor. Lá vou eu, em mais um ritual dolorido, mas necessário, afinal, se eu não plantar a árvore, não cuidar do seu desenvolvimento, como vou poder avaliar os frutos? E no final, hoje eu sei, temos sempre a possibilidade de mudar de idéia, de recuar, de voltar atrás.

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