
Última obra de Molière, onde o personagem principal imagina-se doente, é tratado como doente, e é incentivado por sua criada e irmã à fingir-se de morto para conhecer os verdadeiros sentimentos das pessoas que o cercam. Comédia dramática que antecipa o ritual de passagem, do autor, da vida para morte. Molière estava muito doente ao escrever essa peça, e parecia estar antecipando seu funeral, escrevendo à seu modo como se daria. Conta-se que ele desmaiou, ou fingiu-se de morto, e só morreu mesmo horas depois, talvez também quisesse saber em seus minutos finais quem realmente sentiria sua partida. Que tristeza! Um outro tempo, não podemos julgar com olhos e idéias de quem vive no século XXI, mas podemos lamentar que pessoas vivam sem saber o que realmente representam em seu meio. Talvez isso seja a real doença, aquela que adoece a mente, a estima, até finalmente adoecer o corpo. Não faz muito tempo que uma amiga queixou-se de seus irmãos, que discutiam a partilha dos bens da família bem no funeral da mãe. Quantas famílias divididas, quantas amizades fragilizadas, pelo sentimento de insegurança, pela ignorância do verdadeiro amor? É preciso dizer que ama, é preciso mostrar que ama, é preciso viver o amor, para que no final da vida não sejamos atormentamos por idéias como as de Molière: "La malade imaginaire..." Loucura!!! (Assisti aplaudindo...ali em Marechal Hermes!)
***Marechal Hermes 02/08/2008 - Teatro Armando Gonzaga
Os endereços das comunidades Cidadania em Movimento e Cineclube Nosso Tempo. E viva Marechal Hermes...do cachorro-quente a batata frita...

Nenhum comentário:
Postar um comentário