Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. Um abraço pode curar, pode afastar os medos, pode conceder brilho para os olhos, pode fazer bem. Mas quem sabe dar um abraço? A fraqueza é um estado que poucos deixam revelar. A tristeza é um sentimento que poucos se permitem sentir. Não vou fazer elogios aos que admitem a fraqueza, a tristeza, ou o medo, só porque estou triste, com medo e me sentindo fraca o bastante para virar à mesa. Mas, sinto orgulho de mim porque consigo lidar com essa dor sem me deixar tomar por sentimentos maus, principalmente o orgulho. Não vou gritar nas esquinas que está tudo bem, não vou sorrir na foto se não estiver com vontade, não vou fazer o bem pra receber bênçãos divinas em troca ( Deus conhece o meu coração. De que adianta ficar lhe mostrando a mão?). Tenho que trabalhar, tenho que cuidar do meu filho ( e de mim), tenho que estudar e viver porque eu gosto disso. Aprendi a colocar alguns sentimentos no bolso e ir em frente. Mas, desta vez, furei o bolso de algumas calças e saias, nunca blusas, para poder perder de vez aquilo que enfiar lá dentro. Vergonha, orgulho, vaidade, tudo pode ir pro bolso, pro bolso furado. O amor vai pro bolso também, mas da blusa, pra ficar perto do peito e não cair jamais. O sorriso vai pro bolso da blusa também. Os sentimentos que nesse momento forem para o bolso da blusa, são aqueles que eu preciso me agarrar, abraçar, apertar e confiar, que são de verdade. Existe uma ponte para eu passar sozinha, para mais ninguém, mas é bom saber que no final dela, poderei olhar para essas coisas guardadas com carinho, e seguir. O meu abraço é o melhor abraço que eu posso ter.quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Existe tempo para tudo nessa Terra...
Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar. Um abraço pode curar, pode afastar os medos, pode conceder brilho para os olhos, pode fazer bem. Mas quem sabe dar um abraço? A fraqueza é um estado que poucos deixam revelar. A tristeza é um sentimento que poucos se permitem sentir. Não vou fazer elogios aos que admitem a fraqueza, a tristeza, ou o medo, só porque estou triste, com medo e me sentindo fraca o bastante para virar à mesa. Mas, sinto orgulho de mim porque consigo lidar com essa dor sem me deixar tomar por sentimentos maus, principalmente o orgulho. Não vou gritar nas esquinas que está tudo bem, não vou sorrir na foto se não estiver com vontade, não vou fazer o bem pra receber bênçãos divinas em troca ( Deus conhece o meu coração. De que adianta ficar lhe mostrando a mão?). Tenho que trabalhar, tenho que cuidar do meu filho ( e de mim), tenho que estudar e viver porque eu gosto disso. Aprendi a colocar alguns sentimentos no bolso e ir em frente. Mas, desta vez, furei o bolso de algumas calças e saias, nunca blusas, para poder perder de vez aquilo que enfiar lá dentro. Vergonha, orgulho, vaidade, tudo pode ir pro bolso, pro bolso furado. O amor vai pro bolso também, mas da blusa, pra ficar perto do peito e não cair jamais. O sorriso vai pro bolso da blusa também. Os sentimentos que nesse momento forem para o bolso da blusa, são aqueles que eu preciso me agarrar, abraçar, apertar e confiar, que são de verdade. Existe uma ponte para eu passar sozinha, para mais ninguém, mas é bom saber que no final dela, poderei olhar para essas coisas guardadas com carinho, e seguir. O meu abraço é o melhor abraço que eu posso ter.
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Um comentário:
Oi Kátia,
Que mensagem tão linda esta que você nos escreveu! Algo tão verdadeiro e revelador que só prova a pessoa maravilhosa que você é!
obrigada!!!
beijocas,
flor.
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