Tempo de sossegar em casa, dar atenção ao bebê e as coisas do trabalho que tenho que colocar em dia. Tempo de pensar em tudo, em todas as mudanças passadas, atuais e futuras. Quem sabe o que está por vir? E, neste tempo, rever as atitudes, as dúvidas e os medos, e tudo que se ganha ou se perde com tudo isso. O tempo esfriando vai tornando a casa mais aconchegante e a rua menos interessante, vamos tendo vontade de fazer pipoca e assistir um filme em casa mesmo, de ler na cama, de colocar um boa meia nos pés, de revirar o armário atrás do casaquinho velho que aquece melhor do que qualquer um dos novos. Não há nada melhor na vida, para mim, do que o meu cantinho. Não importa o que tenha concretamente ou não, o que eu persegui por toda a minha existência é que tivesse silêncio e paz. Entendo os que guerream pela paz, entendo os que gritam pelo silêncio, desejo que todos os que brigam encontrem a paz como eu. Eu busquei apenas o que a convivência em sociedade me obriga: condições de pagar meus impostos e cumprir os meus deveres. Mas, eu tenho muito mais que isso, graças à Deus! Tenho uma janela de onde eu vejo três árvores habitadas por diferentes espécies de vida, gosto muito delas, e de olhar para elas debruçada na janela ou de cara na grade. Bem no cantinho esquerdo separei um pedacinho de terra, sem concreto para plantar o que deveria ser o meu jardim. Mas por falta de tempo, tenho lá algumas plantinhas insistentes, que perseveram em viver, apesar da dona deixá-las abandonadas. Jardim no cantinho esquerdo. É interessante como sem perceber trazemos vida pro lado do coração, e como sem querer fazemos coisas sem sentido e com sentido o tempo todo. Agora, por exemplo, debruçada na janela olho pro cantinho e vejo que tem Bromélia no meu jardim.
domingo, 1 de junho de 2008
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