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Quando o salmista pede ao Senhor que nos ensine a contar nossos dias, ele coloca nas mãos de Deus a tarefa de selecionar o conjunto universo ideal. Pra nós humanos, o conjunto dos naturais é o ideal, afinal ele surgiu naturalmente da necessidade de contar. Daí seu nome: Natural. No entanto, em se tratando de dias na Terra, fáceis ou difíceis, tranqüilos ou agitados, ficamos limitados. Como contaremos as perdas? Como contaremos as vitórias? E, principalmente como faremos o balanço final? Se eu tenho uma carga negativa pra carregar e tenho muitos amigos pra dividir, concluímos que: (-):(+)= -, no entanto, embora com resultado negativo, a carga será muito mais suave. Ou se, (-).(-)= +, saberemos que se perdermos algumas vezes, nossas dívidas ou tristezas, no final estamos ganhando. Daí, talvez seja o caso de considerar o conjunto dos números inteiros, sem restrições, incluindo todos os elementos e admitindo a existência das propriedades operatórias comumente estudadas: elemento neutro, comutatividade, associatividade, fechamento e, para o produto, a distributividade. Sim, um coração sábio, saberá que a ordem de fatores, ou parcelas, não altera o produto, ou soma; que existe sempre aquele elemento que não faz nenhuma diferença; que o resultado final não se altera se nos associarmos ao primeiro ou ao último elemento de uma sentença, o que muda são os resultados parciais, mas no final, tudo acaba dando no mesmo; e que se casarmos urubu com urubu, vai nascer um urubuzinho e não uma pombinha branca, portanto cuidado, o fechamento é cruel. Finalmente, as leis de igualdade e equivalência são a grande marca da matemática, o que faz pra um, faz pra todos: Viva a distributividade!!! Menos um...menos dois...menos três...A contagem continua, em busca do coração sábio. Espero que meus conhecimentos operacionais me ajudem...Grande beijo.

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