E eu acho linda a noite! Foram dias escuros, pouca luminosidade, mas agora penso entender e isso me conforta. Digo penso, porque a cada leitura, a cada contato, aprendemos e desfazemos conceitos. Uma grande amiga se apresentou no MSN, essa semana, com a seguinte frase: "Entender é sempre limitado, mas não entender pode não ter fronteiras." Grande menina. A frase me fez economizar um tempão tentando entender um assunto que incomoda muita gente: a ausência definitiva de alguém que gostarímos que estivesse sempre por perto. O que a saudade é capaz de causar em nosso consciente e inconsciente? Acho que fui afetada por uns dias. Tudo por causa de um sonho. E pronto. Eu via se distanciando de mim um monte de convicções, inclusive religiosas. Por que eu? Mas, o tempo me fez aprender a esperar quieta. Quieta sempre. E a resposta apareceu, desta vez, ainda mais cheia de contornos desmistificadores. Está tudo bem! E, me vejo em tempo de canalizar toda essa minha energia espiritual para me orientar no espaço, reconduzir essa minha nave teimosa para sua trajetória original. Que coisa louca! Era noite a bem poucos instantes, e o meu menino mergulhava na piscina de bolinhas brancas e azuis. Mas, o dia chegou, com apenas um sol mesmo, e eu vi no sorriso inocente daquela pequena vida a resposta da minha questão: Porque sim! É assim mesmo, e porque sim me satisfez. Enquanto ele se deixava cobrir e ressurgia por entre as bolinhas, eu pensava, sentanda no acolchoado que cercava o circuito infantil, na minha querida vovó, e no quanto tudo o que ela me ensinou me fazia estar ali, esperando pacientemente o meu menino crescer. Vó linda!

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