quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

As águas tranqüilas...

A serenidade foi uma palavra que eu conheci um dia e me apeguei completamente. Nos momentos mais difíceis devemos recorrer à ela, uma vela para o anjo, um vento que precisamos. Ela faz pensar, enxergar que o momento das águas tranqüilas não está lá na frente, está sendo agora e estamos, justamente, imersos nelas, protegidos por nossa integridade, nossos pensamentos, ações, amor e fé. Tão belas e cristalinas são as águas, tão refrescante a caminhada sendo guiada, mansamente, como diz o salmo. Nada me faltará, em nenhum momento, em nenhuma circunstância. Posso me deitar, e sentir o perfume que exala dos pastos verdejantes, das folhas molhadas, orvalho do amanhecer. O refrigério da alma é a melhor das sensações da vida, quando estamos cansados, machucados, magoados, nenhum curativo recupera a ferida da alma, mas o cuidado do Senhor alcança o mais escondido dos lugares. Temos a certeza de poder, se necessário for, andar pelo vale da sombra da morte, de mãos dadas com o nosso Pai, sem temer qualquer mal. A serenidade é irmã da paz e são boas amigas. Graças pela consolação.

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